Uma infeção que comece na pele e não seja devidamente detetada e tratada pode alastrar para as camadas mais profundas da pele, podendo mesmo atingir os músculos e os ossos. Outro risco é o de alcançar a corrente sanguínea, tornando-se sistémica – no limite, a consequência é a sépsis, isto é, uma infeção generalizada. Como os agentes patogénicos se aproveitam de cortes ou arranhões para penetrar na pele, um cuidado preventivo essencial é manter a pele limpa e evitar erosões. Assim, em caso de corte ou escoriação, a superfície afetada deve ser lavada e, se necessário, desinfetada e coberta com um curativo igualmente limpo. Estes gestos devem ser realizados com as mãos previamente lavadas e desinfetadas ou, preferencialmente, com luvas esterilizadas, de modo a minimizar o risco de contágio. No entanto, uma ferida não é sinónimo de infeção, na medida em que há infeções que permanecem nas camadas mais intrínsecas da pele. Mas uma ferida, se não for devidamente limpa e tratada, pode causar uma infeção. A farmácia é, reconhecidamente, o primeiro contacto dos doentes com os serviços de saúde. E, com frequência, é ao aconselhamento farmacêutico que recorrem quando surgem manifestações clínicas do que pode ser um quadro de doença. O farmacêutico, pelas suas qualificações profissionais, está habilitado a esclarecer dúvidas, a recomendar tratamento ou a encaminhar para o médico quando a situação ultrapassa o âmbito dos autocuidados. Assim é no caso das infeções cutâneas, perante a descrição das queixas feita pelo doente e a observação dos sintomas.