As infeções ocorrem sempre que há alterações na integridade da pele, seja a nível mais superficial, seja a nível mais profundo. Resultam da ação de organismos patogénicos, como as bactérias, os vírus e os fungos que, de alguma forma, conseguem penetrar na camada protetora da derme. Importa salientar que as bactérias convivem habitualmente com a pele – como, aliás, com todo o organismo – sem causar distúrbios: a infeção acontece, por exemplo, quando há rutura na integridade cutânea em consequência de uma ferida. Uma ferida infetada carece sempre de um tratamento adequado. Só assim se previne o alastramento da infeção para os tecidos mais profundos. Se a infeção alastrar aos tecidos mais profundos, existe um risco acrescido de esta se tornar uma infeção grave que pode ter consequências bastante negativas no paciente. O tratamento adequado é fulcral para que a ferida não infete e para prevenir possíveis infeções mais graves. As infeções cutâneas tratam-se em função da sua origem, bem como da sua gravidade. Assim, as mais ligeiras, em que não há rutura da pele, são habitualmente tratadas com recurso a medicamentos tópicos, isto é, de aplicação local – pomadas e cremes. Já as mais graves – e causadas por bactérias – podem implicar o recurso a antibióticos. Neste caso, é importante cumprir o tratamento para evitar resistências.